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Retinoblastoma: o que é? Como diagnosticar o câncer da filha de Tiago Leifert e Daiana Garb

Principal sintoma é um 'reflexo brilhante no olho'. 90% dos casos da doença ocorrem em crianças com até 4 anos de idade, e no Brasil são registrados cerca de 400 novos casos por ano.



Na manhã deste sábado, 29 de janeiro, Tiago Leifert e Daiana Garbin usaram as redes sociais para revelar que a filha do casal, Lua, está com um câncer raro nos dois olhos, chamado retinoblastoma, que acontece nas células da retina. O diagnóstico foi feito em outubro do ano passado e os jornalistas revelaram agora, porque entenderam o quão importante seria alertar outros pais quanto aos sintomas.



"É um câncer que acontece nas células da retina. Elas acabam tendo um crescimento desordenado e formando tumores. No caso da nossa filha, é bilateral. É muito difícil descobrir esse câncer e é por isso que estamos gravando esse vídeo", explicou Garbin.

"Apesar de rara, esse tipo da doença atinge sim as crianças e precisamos falar sobre isso. Conscientizar a sociedade sobre a importância de reconhecer os sinais de um câncer precocemente, aumenta as chances de cura para milhares de crianças em todo o mundo."



1- O que é retinoblastoma? É grave?


O retinoblastoma é o tipo de câncer de olho infantil mais comum, sendo o primeiro câncer da história a ser definido como uma doença genética. Trata-se de um tumor maligno (portanto, grave), que se desenvolve na retina da criança e provoca a leucocoria (reflexo branco no olho, popularmente conhecido como “olho de gato”).

Esse reflexo surge porque a massa do tumor causa o descolamento da retina, o que faz com que ele seja facilmente visualizado na pupila.


O retinoblastoma é mais comum em crianças de 2 a 5 anos de idade, mas também pode afetar bebês com menos de 1 ano. Em torno de 95% dos casos são descobertos antes dos 5 anos de idade, segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA.

2- Tipos de retinoblastoma

O retinoblastoma pode ser classificado em dois principais tipos:

  • Retinoblastoma esporádico: nesse caso o tumor intraocular se desenvolve em apenas um olho (retinoblastoma unilateral) e surge da mesma forma que os demais tipos de câncer, em que uma célula sofre mutação e começa a se multiplicar descontroladamente. Esse tipo de retinoblastoma é mais comum em crianças com mais de 1 ano de idade.

  • Retinoblastoma hereditário: nesse caso o tumor surge devido a uma mutação genética, transmitida hereditariamente, podendo fazer com que o câncer apareça tanto em um olho (retinoblastoma unilateral) quanto em ambos os olhos (retinoblastoma bilateral). Geralmente, afeta bebês, com menos de 1 ano de idade.

Além disso, existe o chamado retinoblastoma PNET (Tumor Neuroectodérmico Primitivo), também conhecido como retinoblastoma trilateral, em que o tumor no olho está relacionado com células nervosas primitivas do cérebro, atingindo somente crianças com retinoblastoma hereditário bilateral.

3- Como identificar o retinoblastoma? Conheça os principais sintomas


O principal sinal do retinoblastoma é a leucocoria (um reflexo branco na pupila), que pode ser facilmente identificado em fotos com flash da criança, como na imagem acima, ou ao colocar uma luz artificial sob os olhos da criança.


"É parecido com o brilho que apresentam os olhos de um gato quando iluminados à noite. As crianças podem ainda ficar estrábicas (vesgas), ter dor e inchaço nos olhos ou perder a visão".

Porém, geralmente esse sintoma só aparece quando a doença já está em um estágio mais avançado, junto com outros sinais de que o tumor já está mais desenvolvido, como:

  • Dor de cabeça e vômito;

  • Dor nos olhos (pois o tamanho do tumor pode pressionar os ossos da região);

  • Proptose (globo ocular maior que o normal, ficando deslocado para fora do olho. Acontece quando o tumor afeta também a órbita do olho);

  • Perda de visão (parcial ou total).

Portanto, é preciso um olhar mais atento para identificar o retinoblastoma em sua fase inicial, facilitando o diagnóstico precoce. Em geral, os primeiros sintomas são:

  • Fotofobia (ou alta sensibilidade à luz);

  • Estrabismo (conhecido como “olho torto”);

  • Heterocromia (um olho de cada cor);

  • Olho preguiçoso (ambliopia);

  • Sangramento em alguma parte do olho;

  • Vermelhidão.

É importante ficar alerta para qualquer anormalidade nos olhos da criança. Se perceber qualquer sinal, procure um oftalmologista o mais rápido possível, para que ele possa confirmar ou descartar adequadamente o diagnóstico de retinoblastoma.


Na consulta, o médico irá realizar o exame clínico e poderá solicitar também exames de imagem, como tomografia de crânio (encéfalo), tomografia das órbitas (olhos) e/ou ressonância magnética das órbitas (olhos).


Não deixe de levar sempre os pequenos no oftalmologista, um diagnóstico prrecoce pode salvar a visão do seu filho. ❤️

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